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Assistimos – LAR

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LAR

O que nos torna humanos?

Provavelmente, você já deve ter ouvido essa expressão. Desde tempos remotos, os seres humanos desenvolvem formas de ser e estar no mundo, mobilizando diversos saberes e conhecimentos que buscam dar sentidos à existência. Organizações sociais e Estados foram e são edificados, guerrearam e guerreiam entre si por domínios provisórios de territórios, das trocas comerciais e riquezas naturais, perseguindo e matando pessoas por racismo e xenofobia, por exemplo.

No entanto, a pergunta continua sem resposta… Dito de outro modo, qual seria o elemento constitutivo da raça humana?

Numa tentativa de provocação sobre o tema, mais do que simplesmente responder a essa pergunta, o documentário Lar, do diretor brasileiro Leandro Wenceslau (Brasil, 2025), propõe, a partir de entrevistas com filhos de famílias LGBTQIAPN+, algo pouco usual em cinema, construir visões a respeito de lar. Partindo de memórias pessoais intercaladas com as próprias cenas – semelhante à abordagem do cineasta compatriota Kléber Mendonça Filho, na película Retratos Fantasmas (2023) -, o diretor (narrador) discute as diversas formações familiares formadoras da sociedade brasileira, mostrando as suas dificuldades cotidianas, desafios, tensões, anseios, mas, acima de tudo, o amor que as une como a linha que costura, forja e enlaça os sujeitos.

Confira o trailer

No entanto, não se engane leitor, o documentário não tem a pretensão de “lacrar”, no sentido de, supostamente, querer “te convencer a aceitar”.

Fique tranquilo…

Ao tratar do amor nos lares de famílias brasileiras LGBTQIAPN+, o documentário faz emergir reflexões acerca dos afetos, da convivência humana, do sentimento de pertencimento entre as pessoas, bem como das angústias com relação “às dores do mundo”, “ao mundo lá fora”; preocupações existentes em qualquer lar brasileiro, seja qual for a orientação sexual de cada um.

Assim, de uma forma leve e breve –  em pouco mais de uma hora -, o cineasta Leandro Wenceslau apresenta um discurso em defesa da vida e da solidariedade humana, na verdade, fazendo-nos questionar muitas de nossas práticas e julgamentos feitos, (re)discutindo e des(re)construindo padrões culturais de comportamentos e expectativas de como “devemos ser” que, no frigir dos ovos, atrapalham e cegam o nosso olhar para o outro, limitando, inclusive, a nossa visão de sociedade, de nação.

Talvez esse seja um dos caminhos de resposta à pergunta inicial…

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