PC Reviews Atuais Matérias Estamos jogando PC – Cat Me If You Can. Por Bruno Diniz Postado em 20 segundos atrás 11 min de leitura Gatos escondidos, cores perdidas e muita diversão pelo caminho Cat Me If You Can estreou no dia 8 de setembro, desenvolvido pela Cosmic Stag Games e publicado em parceria com a Craftmos Games. O título chegou oficialmente em 8 de setembro de 2026. O projeto se destaca por propor uma abordagem singular dentro do gênero de objetos escondidos. Em vez de limitar o jogador a imagens estáticas, a experiência acontece em ambientes tridimensionais, explorados em primeira pessoa. Esses cenários têm uma estética inspirada em histórias em quadrinhos em preto e branco. Eles servem de palco para a missão principal: localizar felinos ocultos, fotografá-los e, assim, devolver cores ao mundo. A combinação entre exploração, estilo visual marcante e objetivo criativo torna a busca por gatos mais envolvente. A proposta também oferece uma alternativa refrescante para quem já conhece as fórmulas tradicionais do gênero. ENREDO A trama aqui funciona mais como pano de fundo do que como o centro da experiência. A justificativa é simples: o mundo perdeu suas cores, e cabe ao jogador viajar por diferentes épocas e cenários, localizar os felinos escondidos e registrá-los em fotografias para devolver vida e tonalidade ao universo. A estrutura conduz por ambientes variados, que vão de referências ao Egito antigo a castelos medievais, passando por um Japão contemporâneo. Embora não seja complexa, a narrativa combina perfeitamente com a proposta leve e descontraída da aventura. Além disso, ela funciona como um elo entre a exploração e o objetivo principal. JOGABILIDADE O grande diferencial está na forma como a clássica mecânica de procurar objetos escondidos foi reinventada em uma experiência de exploração em primeira pessoa. Em vez de apenas observar imagens, há liberdade para caminhar pelos cenários, investigar pistas, resolver enigmas e descobrir passagens que levam aos felinos mais desafiadores de localizar. A câmera se torna a ferramenta essencial: após encontrar um gato, é preciso enquadrá-lo e fotografá-lo. Esse registro devolve suas cores, criando uma recompensa visual imediata e bastante satisfatória. Além disso, há missões, quebra-cabeças, portas trancadas e mecanismos que, ao longo da jornada, precisam ser desvendados para avançar na história ou, até mesmo, liberar novos animais. O conteúdo é robusto: nove fases distribuídas em três mundos, mais de 725 gatos, mais de 50 missões e enigmas, com uma duração estimada entre 10 e 15 horas. O que mais chama atenção é como a busca evita se tornar repetitiva ou cansativa. Sistemas de acompanhamento e até um radar ajudam quando algum colecionável está bem escondido, mantendo o equilíbrio entre relaxamento e desafio, sem comprometer a sensação de conquista. GRÁFICOS Visualmente, este é um dos aspectos mais marcantes da experiência. Os cenários tridimensionais adotam uma estética inspirada em quadrinhos em preto e branco, criando uma atmosfera distinta. Cada vez que um gato é encontrado e fotografado, as cores retornam, estabelecendo um contraste vibrante entre áreas monocromáticas e os elementos restaurados. Os ambientes carregam bastante personalidade, já que o estilo é transportado para diferentes épocas e locais. Além disso, os mapas estão recheados de pequenos detalhes e segredos. Dessa forma, a atenção ao design contribui para manter a exploração sempre envolvente e recompensadora. Por outro lado, a combinação da câmera em primeira pessoa com o visual monocromático pode gerar certo desconforto para alguns jogadores. Para minimizar esse impacto, o jogo oferece diferentes opções de configuração, como o aumento do campo de visão e a desativação do Motion Blur. Além disso, é possível ativar a mira fixa ou, até mesmo, utilizar um modo sépia. Assim, os jogadores podem ajustar a experiência de acordo com suas preferências e, consequentemente, encontrar uma forma mais confortável de aproveitar o jogo. MÚSICA A trilha sonora acompanha muito bem a proposta tranquila da aventura. Em vez de tentar criar uma atmosfera de tensão constante durante a procura, a música reforça a sensação de passeio e descoberta, funcionando como pano de fundo agradável para a exploração. O repertório conta com mais de 60 minutos de faixas originais, oferecendo variedade suficiente para sustentar toda a jornada. É exatamente o tipo de composição que se encaixa na proposta: algo que acompanha a exploração sem disputar atenção com os cenários, os enigmas e os pequenos sons emitidos pelos gatos. VALE A PENA? Sim, Cat Me If You Can vale a pena, principalmente para quem busca uma experiência tranquila, focada em exploração e descoberta. A combinação entre procurar, fotografar gatos e devolver as cores aos cenários funciona muito bem e mantém a aventura divertida. Apesar da narrativa simples e de desafios que podem não agradar quem procura algo mais complexo, o jogo entrega variedade, conteúdo e uma boa dose de relaxamento. É uma aventura charmosa e descompromissada que cumpre muito bem sua proposta. PLATAFORMAS DISPONÍVEIS Disponível para PC via STEAM pelo valor R$ 62,99. Atualmente, não há versões oficiais para consoles ou dispositivos móveis.Inscreva-se no nosso canal do Youtube e da Twitch! Conheça também o nosso podcast: Playzuandocast, o podcast da zueira e dos games! Disponível no iTunes, Deezer, Google Podcasts, além do Amazon Music e Spotify! Quer que algum jogo ou série que você conhece seja pauta nossa? 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