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Estams Jogando PC – The Blood of Dawnwalker

12 min de leitura

Um RPG que conquista pela força de seu mundo, pela qualidade de suas histórias e pela vontade constante de descobrir o que vem a seguir

Antes de qualquer coisa, preciso deixar claro que The Blood of Dawnwalker é um jogo que merece ser experimentado sem saber demais sobre sua história. Por isso, não vou entrar em detalhes sobre acontecimentos, personagens ou momentos específicos da campanha. Não faria sentido transformar uma review em um resumo daquilo que o jogo quer que você descubra por conta própria. E talvez esse seja um dos maiores elogios que eu possa fazer ao jogo.

Então, confira o trailer

História e personagens

Mesmo sem entrar em spoilers, posso dizer que a história me surpreendeu positivamente. O desenrolar é interessante, os personagens são bem construídos e as side-quests não parecem estar ali simplesmente para aumentar o número de horas da campanha. Existe cuidado na maneira como essas histórias são apresentadas e, principalmente, na forma como elas se conectam ao mundo. Você começa uma missão secundária esperando simplesmente cumprir um objetivo e, em vários momentos, acaba querendo descobrir onde aquela história vai chegar. E é exatamente esse tipo de coisa que eu espero de um RPG. Não vou dizer se o final é bom, ruim, surpreendente ou qualquer outra coisa: Descubram vocês mesmos.

Gameplay

O combate foi provavelmente o aspecto ao qual mais precisei me adaptar. No começo, a mecânica de direcionar ataques e bloqueios pode parecer estranha, mas depois que você entende a proposta, ela funciona muito bem. O sistema de combate exige atenção e faz com que os confrontos sejam um pouco mais ativos do que simplesmente apertar o botão de ataque e esperar a oportunidade de defender. Ainda não sou o maior fã da maneira como o sistema de lock-on funciona, já que o alvo pode mudar durante o combate mesmo quando você está fixado em um inimigo. Mas, depois de muitas horas, passei a enxergar isso mais como uma escolha de design do que necessariamente como um defeito. Já a utilização de habilidades e consumíveis continua sendo algo que, particularmente, eu mudaria. A combinação do D-pad com o botão A para alternar entre as opções pode ser um pouco confusa durante combates mais intensos. Não é algo que estrague a experiência, mas poderia ser mais intuitivo.

O mundo

E aqui está um dos grandes destaques de The Blood of Dawnwalker. O mundo é vivo. Não estou falando apenas de gráficos ou de quantidade de coisas espalhadas pelo mapa. É a sensação de que existem personagens, histórias e acontecimentos acontecendo independentemente de você. As side-quests ajudam muito nisso, assim como a variedade de situações encontradas durante a exploração. E uma crítica que fiz no começo também acabou mudando conforme avancei no jogo. Inicialmente, achei que a variedade de inimigos poderia ser um problema. Não foi. Novos inimigos aparecem tanto no mapa quanto durante determinadas quests, e isso faz com que os combates não fiquem tão repetitivos quanto eu imaginava inicialmente.

Mini-chefes

Se existe uma coisa que eu gostaria que tivesse recebido mais atenção, são os encontros com os chamados mini-chefes. A estrutura acaba se repetindo algumas vezes: você chega a um posto, depósito ou outra área, enfrenta os inimigos do local e, eventualmente, chega ao confronto principal. Funciona. Mas poderia ser mais criativo. Gostaria de ver mais emboscadas, encontros inesperados, perseguições ou situações específicas relacionadas a esses inimigos. Não chega a ser um problema grave, mas é uma oportunidade que o jogo poderia ter explorado melhor.

Desempenho

Também preciso falar sobre desempenho. Antes de jogar, encontrei diversos relatos de jogadores mencionando quedas de FPS, travamentos e outros problemas técnicos. Na minha experiência, isso não foi algo recorrente. O jogo rodou de maneira bastante estável durante minha gameplay. Isso não significa que os relatos sejam inválidos — problemas de desempenho podem variar bastante de acordo com hardware, configurações e situações específicas do jogo. Eu também tive alguns problemas pontuais. O mais irritante foi um loading que simplesmente ficou infinito durante uma transição entre áreas. Tive que voltar para um save anterior e carregar novamente para conseguir continuar. Felizmente, foi algo raro e não chegou a comprometer minha experiência.

Veredito

E depois de todas essas horas, minha conclusão é bastante simples: The Blood of Dawnwalker é um excelente RPG. Não é perfeito. Existem algumas decisões de combate que podem não agradar todo mundo, o sistema de habilidades e consumíveis poderia ser mais intuitivo, os encontros com mini-chefes poderiam ter mais variedade e existem alguns problemas técnicos pontuais. Mas quando você coloca tudo isso na balança, são detalhes diante de um conjunto muito competente. O jogo tem um mundo interessante, personagens bem construídos, side-quests que realmente valem a pena, uma boa variedade de inimigos e um combate que, depois de algumas horas de adaptação, se torna bastante divertido. E, principalmente, ele conseguiu algo que considero fundamental: me fez querer continuar jogando. Não porque existe simplesmente um mapa cheio de pontos de interrogação ou dezenas de atividades genéricas. Mas porque eu queria descobrir o que aconteceria depois. E é justamente por isso que não vou falar mais sobre a história. Se você está interessado em The Blood of Dawnwalker, minha recomendação é simples: vá jogar sabendo o mínimo possível. Deixe o jogo apresentar seus personagens, seu mundo e suas histórias no seu próprio ritmo. Porque, no fim das contas, talvez a melhor maneira de fazer uma review desse jogo seja justamente não contar o que acontece. The Blood of Dawnwalker é uma experiência que você precisa descobrir por conta própria.

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