Início PC Estamos Jogando PC – Fading Echo

Estamos Jogando PC – Fading Echo

17 min de leitura
Fading Echo

Um RPG de ação que transforma água em arma

Fading Echo é daqueles jogos que chamam atenção primeiro pela ideia. Você controla One, uma jovem capaz de manipular água e alternar entre sua forma humana e uma espécie de esfera líquida, enquanto atravessa o mundo fragmentado de Corel para enfrentar uma corrupção conhecida como Paradox. No papel, parece uma mistura bastante incomum de ação, plataforma 3D, exploração e RPG. E essa é justamente a principal aposta do jogo: fazer com que a água não seja apenas um poder visualmente interessante, mas o centro de praticamente tudo o que você faz. O combate, a movimentação e até a exploração foram construídos ao redor dessa mecânica. Você pode atravessar espaços estreitos, utilizar a forma líquida para se movimentar pelo cenário, lançar ondas de água e combinar diferentes elementos do ambiente para criar reações em cadeia. É uma proposta que foge bastante do RPG de ação genérico. E, felizmente, Fading Echo parece entender que uma boa ideia só funciona se o jogo realmente deixar o jogador brincar com ela.

Então, confira o trailer

 A água é praticamente a protagonista

A mecânica mais interessante de Fading Echo é justamente a transformação de One. Na forma de água, você consegue atravessar canos, passar por pequenas aberturas e utilizar o próprio movimento para ganhar velocidade. A água também funciona como arma, permitindo ataques à distância e diferentes interações com o ambiente. O jogo vai além disso ao colocar outros elementos na equação. Água, lava, resíduos tóxicos e a corrupção de Paradox podem interagir entre si, criando reações que afetam tanto os inimigos quanto o cenário. É uma abordagem interessante porque o combate não depende exclusivamente de uma lista enorme de golpes. Existe espaço para observar o ambiente e pensar em como utilizar aquilo que está ao seu redor.

Um mundo dividido em diferentes realidades

Corel não é simplesmente um mapa tradicional dividido em áreas. O jogo trabalha com diferentes versões da realidade, alterando recursos, perigos e regras de determinados ambientes. Isso cria uma boa justificativa para que o jogador precise se adaptar em vez de simplesmente repetir a mesma estratégia durante toda a aventura. Também existe exploração, segredos e elementos de plataforma 3D, fazendo com que Fading Echo não seja apenas um jogo de combate.

Combate e exploração

O combate é rápido e procura misturar ataques convencionais com as habilidades relacionadas à água. Isso é importante porque Fading Echo não tenta ser simplesmente um hack and slash. A proposta é que o jogador utilize movimentação, poderes elementais e o próprio cenário para resolver os encontros. Essa ideia foi um dos aspectos mais elogiados nas primeiras análises. A crítica tem destacado justamente a combinação entre estilo visual, plataforma e combate baseado em elementos.

Apresentação e dublagem

Visualmente, Fading Echo aposta em uma direção artística bastante estilizada, com uma estética que mistura fantasia, ficção pós-apocalíptica e elementos de anime. Mas provavelmente o maior destaque na apresentação é a dublagem. O jogo possui um elenco bastante conhecido, incluindo nomes como Samantha Béart, Laura Bailey, Matt Mercer, Liam O’Brien e Sam Riegel. E isso ajuda bastante a dar personalidade aos personagens. O jogo também possui dublagem completa em português brasileiro, além de legendas e interface em português.

Prós e Contras

 Pontos positivos

  • Uma ideia de gameplay realmente diferente
  • A transformação em água funciona tanto para combate quanto para exploração
  • Sistema de interações elementais interessante
  • Combate rápido e com espaço para criatividade
  • Mundo estilizado e visualmente marcante
  • Boa variedade de exploração e plataforma
  • Dublagem de alto nível
  • Dublagem e legendas em português brasileiro
  • Boa utilização do cenário durante os combates
  • Aventura focada em um jogador, sem depender de sistemas online

Pontos negativos

  • O sistema de combate ainda pode parecer simples em alguns momentos
  • Algumas interações parecem mais interessantes na teoria do que na prática
  • A direção artística pode não agradar quem prefere gráficos mais realistas
  • Há relatos de problemas de desempenho e stuttering em determinadas situações
  • A história e a trilha sonora não parecem alcançar o mesmo nível do gameplay
  • Por ser um lançamento recente, ainda existe pouca informação sobre a experiência completa de longo prazo
Alguns jogadores que experimentaram a demo também apontaram problemas com a precisão de determinados movimentos de plataforma, especialmente a combinação entre pulo e dash. Outros feedbacks mencionaram que certos ataques podem ser poderosos demais ou interromper os inimigos com facilidade. Isso não significa necessariamente que o combate seja ruim. Na verdade, a própria equipe passou boa parte do desenvolvimento ajustando justamente a leitura dos combates, o impacto dos golpes e a clareza das reações elementais com base no feedback da demo.

Desempenho e experiência de uso

Aqui existe uma ressalva importante: Fading Echo é um lançamento muito recente, então ainda não dá para tratar a experiência técnica como algo completamente consolidado. Os requisitos também não são absurdos para um jogo atual. O mínimo indicado é um Ryzen 5 1600X ou equivalente, 8 GB de RAM e uma GTX 970 ou equivalente. A configuração recomendada sobe para Ryzen 5 5600X, 16 GB de RAM e RTX 3050 ou equivalente. Apesar disso, existem relatos de jogadores encontrando pequenos problemas de stuttering durante gameplay, combate e cutscenes. A própria equipe chegou a publicar atualizações voltadas para otimização, incluindo melhorias de renderização e redução dos tempos de carregamento. Então existe uma impressão interessante aqui: Fading Echo parece ser um jogo tecnicamente competente, mas que ainda está recebendo aquele acabamento pós-lançamento que muitos indies precisam. Isso não chega a ser surpreendente, principalmente considerando o tamanho do estúdio. E existe outro ponto bastante positivo: a equipe parece estar ouvindo os jogadores. A demo recebeu diversas alterações justamente a partir do feedback da comunidade, e algumas dessas melhorias chegaram ao jogo final. Na parte criativa, entretanto, é onde Fading Echo realmente se destaca. A combinação de água, movimentação e elementos ambientais cria situações que você não encontra simplesmente apertando uma sequência pré-definida de botões. O jogo tenta fazer com que você pense: “e se eu usar isso aqui junto com aquilo?” E esse tipo de liberdade é provavelmente o maior mérito do projeto.

Veredito

Fading Echo é uma surpresa interessante para quem gosta de jogos de ação e aventura que tentam fazer alguma coisa diferente. Ele não parece ter orçamento para competir visualmente com os grandes AAA, e nem precisa. O que torna o jogo interessante é justamente a sua proposta. Transformar a personagem em água não é apenas uma habilidade bonita para aparecer no trailer. A mecânica influencia movimentação, exploração, combate e resolução de problemas. É uma diferença importante. O jogo também parece ter conseguido entregar uma apresentação acima do que normalmente esperamos de um projeto indie desse porte, especialmente na dublagem e na direção artística. Por outro lado, não é perfeito. O combate ainda pode parecer simples em algumas situações, existem pequenas questões de movimentação e desempenho que precisam de atenção, e a narrativa aparentemente não é tão forte quanto a proposta de gameplay. Mas, olhando o conjunto, Fading Echo parece muito mais interessado em criar uma aventura divertida do que em tentar reinventar o RPG de ação inteiro. E isso funciona a seu favor.

Vale a pena?

Sim, principalmente se você gosta de:
  • jogos de ação e aventura;
  • plataforma 3D;
  • exploração;
  • sistemas elementais;
  • jogos indies com ideias próprias;
  • experiências no estilo das aventuras de ação dos anos 2000.
Se você está procurando um novo God of War, Devil May Cry ou um RPG gigantesco de centenas de horas, provavelmente não é aqui que você vai encontrar isso. Agora, se a ideia de controlar uma personagem que literalmente vira água e usar essa habilidade para atravessar o mundo, lutar e interagir com diferentes elementos parece divertida, Fading Echo merece uma chance. A recepção inicial é bastante positiva: a Steam registra avaliações predominantemente positivas, enquanto o Metacritic apresenta média crítica de 75/100, com destaque justamente para a criatividade do combate, estética e design dos níveis. Fading Echo não é um jogo perfeito, mas é um jogo com personalidade. E, em uma época em que muitos títulos parecem seguir a mesma fórmula, isso já é um baita ponto a favor.

Inscreva-se no nosso canal do Youtube e da Twitch!

Conheça também o nosso podcastPlayzuandocast, o podcast da zueira e dos games! Disponível no iTunes, Deezer, Google Podcasts, além do Amazon Music e Spotify!

Quer que algum jogo ou série que você conhece seja pauta nossa? Então nos mande uma mensagem através do e-mail, do formulário fale conosco ou nossas redes sociais @playzuando


Descubra mais sobre Playzuando

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Carregar mais matérias relacionadas
Carregar mais por Pedro Henrique (R)
Carregar mais em PC
Comentários estão fechados.

Veja também

Estamos Jogando PC – Super Alloy Crush

Uma aposta em ação 2D inspirada em Mega Man X com elementos roguelike Super Alloy Crush es…